Pizzicato no Contrabaixo Acústico

Há diferenças entre o pizzicato usado no erudito e na música popular. Na música clássica, temos um grande leque de arcadas, mas as opções são limitadas em relação ao pizzicato. Sinto-me mais à vontade para falar sobre a música popular, que abrange variadas formas de execução desta técnica, dando coloridos e brilhos variados á sonoridade.

Pizzicato


Existe uma forma diferente de “dedilhar” cada tipo de música e efeito sonoro do contrabaixo acústico na música popular. A seguir, vou dar quatro exemplos. 


O primeiro é um pizzicato tocado de forma a conseguirmos um som parrudo, com força e sonoridade acústica. E executado simultaneamente com dois dedos, mais precisamente o indicador e o médio, na mesma corda. Nesta técnica, que se inicia no cotovelo, os dedos cutucam a corda na altura do fim do espelho, em direção ao cavalete. 


É importante estudá-la em semínimas por um tempo prolongado até que se consiga um som homogêneo e facilidade de mudança de uma corda para outra. Não se esqueça de que a mão direita é uma grande aliada na execução e sonoridade de sua música. A foto 1 mostra como este pizzicato deve ser realizado. 

O segundo tipo é feito com dois dedos, um atacando as cordas de cada vez. Tem menos corpo sonoro, mas é muito mais ágil do que o primeiro modelo. É possível tocar muito bem o capotraste e fazer frases mais rápidas e com notas mortas. Veja a foto 2. 
O terceiro pizzicato é uma técnica muito recorrente na Europa, em que três dedos da mão direita são utilizados. De tão ligeiro e virtuoso, permite que as semínimas praticamente valham colcheias. Não é muito usado nas Américas, mas propicia frases muito rápidas e sonoras. Niels Petersen era um músico famoso que o empregava muito bem. Observe a foto 3 para saber como fazê-lo corretamente.

Quando se toca música erudita, o pizzicato mais usado é sempre tocado longe da ponte. Normalmente, o arco é sustentado por três dedos; o mínimo, o anular e o polegar. O indicador e o médio, por sua vez, puxam as cordas na altura do Sol oitava, como revela a foto 4.

Uma importante observação: nas três primeiras técnicas, lembre-se de que, as cordas não tocadas devem estar abafadas para não soarem acidentalmente.




Fonte: Itamatar Collaço é contrabaixista e professor de baixo elétrico da UniversidadeLivre da Música