Como Trocar as Cordas do Contra Baixo

Aprenda a mudar corretamente o encordoamento de seu instrumento de forma a aumentar a durabilidade e extrair os melhores timbres de seu setup.

Talvez muitas pessoas pensem que, para mudar as cordas de um contrabaixo, basta tirar as velhas e pôr as novas no lugar, mas não é bem assim. Para que o jogo recém-comprado seja mais bem aproveitado em termos de timbre, durabilidade e outros fatores, é preciso seguir uma espécie de ritual. Abaixo, estão algumas dicas:


Trocar as Cordas do Seu Baixo


a) Nunca retire todas as cordas de uma só vez. Lembre-se de que elas imprimem uma tensão altíssima ao braço do instrumento, compensada pelo tensor. Ou seja, se o encordoamento for retirado por completo, vai fazer com que o braço seja puxado apenas de um lado, o que pode danificá-lo. Neste caso, a atitude correta seria levar o baixo a um luthier para que ele retire o jogo velho e solte o tensor. O mais prático, porém, é extrair uma corda (foto 1 e 2), colocar a nova e afiná-la (foto 3). Só então troque a próxima e assim por diante.
b) Cuidado na hora de enrolar o encordoamento! Deixe somente duas ou três voltas embrulhadas (foto 4), evitando problemas de estabilidade na afinação, e corte o excesso com um alicate (foto 5). Antes de prender definitivamente a corda na ponte, deixe um pedaço de mais ou menos três dedos para fora (foto 6). Deste modo, é possível evitar que a corda seja torcida, prejudicando sua vibração.



c) As cordas são projetadas para serem afinadas em um padrão específico. Portanto, nunca as estique ao máximo, deixando o som bem mais agudo do que o recomendável. Se uma corda Lá, por exemplo, for ajustada para produzir uma sonoridade muito além de 55 Hz, é bem provável que se quebre com facilidade.

d) Os diferentes padrões de cordas e marcas possuem valores muito variáveis de tensão. Por isto, é aconselhável usar sempre um jogo de mesmo calibre e modelo. Quando mudar o tipo de encordoamento, leve seu instrumento a um luthier para que o tensor seja ajustado.

e) Não caia no mito de que o músico deve soltar todas as cordas do baixo antes de guardá-lo. Na verdade, esta medida acaba por prejudicar o braço do instrumento, devido ao equilíbrio de tensões relatado acima. 

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