Notas Musicais Simbolos

Aula de Teoria Musical

Notas Musicais Simbolos

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Figura 01: Notas Musicais Simbolos - Como Ler Partitura
Na teoria musical, o estudo das figuras rítmicas é de extrema importância para que se compreenda as divisões e as dobras de uma música. Atualmente, costuma-se utilizar um total de sete figuras, cujo valor numérico é correspondente ao número divisor em relação à semibreve — que, por ter a maior duração, vale um: a mínima equivale à metade e tem valor igual a dois; a semínima possui metade da duração da mínima e vale quatro. O mesmo raciocínio deve ser aplicado para a colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.
A pausa representa o silêncio na música e também tem valores que correspondem às suas respectivas figuras. Neste caso, a regra das divisões é a mesma e a semibreve também serve como referência.

Ao lado e acima, hà dois diagramas: um com as figuras rítmicas e outro com as pausas, ambas indicadas por seus valores. 



FÓRMULA DE COMPASSO



O compasso é a divisão da música em partes iguais ou variáveis, indicada por barras verticais que cortam o pentagrama. A fórmula de compasso, por sua vez, tem a função de estabelecer a referência de marcação dos tempos.
Na partitura, a fórmula de compasso aparece logo após a armadura de clave. É simbolizada por dois números, situados um sobre. Há diversos casos em que estes valores se alteram uma ou mais vezes em uma mesma música.
O numeral de cima a quantidade de marcações existentes dentro de um único compasso. O número abaixo revela valor da figura que será igual a um tempo, ou seja, a referência de andamento na música ou em um trecho específico.
Os compassos podem ser simples ou compostos. O primeiro tipo tem valores comuns por unidade de tempo, são indicados na parte superior pelos números 2, 3, 4, 5 e 7 e resultam em uma divisão binária. O segundo tem valores pontuados por unidade de tempo, são indicados na parte superior pelos números 6, 9, 12, 15 e 21 e resultam em divisões ternárias.
Em muitos casos, os compassos se iniciam com uma antecipação de meio tempo na mensuração interior. Nestes casos, são chamados de anacrústicos.
O desenho ao lado mostra alguns tipos de compasso. 



ARMADURA DE CLAVE


Um dos artifícios para se ter uma leitura mais fluente e segura do pentagrama é conhecer todas as tonalidades musicais. Para identificarmos instantaneamente o tom de uma música, basta olhar, no início da partitura, para a armadura de clave.
A armadura de clave é a visualização dos acidentes fixos, isto é, que serão obedecidos - até segunda ordem - durante todos os compassos da música ou trecho transcrito. Quando ocorrem as modulações (mudanças no tom ao longo de uma música), a alteração é indicada por meio de uma nova armadura, que deve ser a única levada em conta a partir do ponto em que surge na partitura.
Pode-se encontrar também acidentes dentro de um único compasso. São chamados de ocorrentes e, normalmente, representam notas de passagens ou empréstimo. Têm duração restrita apenas ao compasso em que estão presentes, ou seja, a nota acidentada volta imediatamente à sua função inicial na mensuração seguinte. Para se anular um acidente ocorrente dentro de um mesmo compasso, usa-se o bequadro (ou sustenido ou bemol, em casos de inclusão de uma nota natural).
No total, as partituras podem conter 12 armaduras de clave diferentes, que estão dispostas na tabela a seguir.
Veja no desenho como estas indicações são mostradas em uma partitura. (exibido abaixo).

As quiálteras são alterações em grupos de notas que fazem parte de um mesmo compasso ou na subdivisão normal de seus tempos. São indicadas por um número, que representa a quantidade de notas que as compõem. Constituem-se de valores iguais, desiguais ou pausas. Em alguns casos, podemos até nos deparar com subgrupos em uma mesma quiáltera.
Dentre os vários tipos existentes na música, são mais comuns de três (tercinas), cinco (quintinas) e seis notas (sextinas). As tercinas aparecem frequentemente em grupos de colcheias, mas também podem ser encontradas em semínimas. As sextinas, mais populares, e as quiálteras são normalmente empregadas em semicolcheias. Há também quiálteras de nove notas em grupos de fusas. 


QUIÁLTERAS

As quiálteras são alterações em grupos de notas que fazem parte de um mesmo compasso ou na subdivisão normal de seus tempos. São indicadas por um número, que representa a quantidade de notas que as compõem. Constituem-se de valores iguais, desiguais ou pausas. Em alguns casos, podemos até nos deparar com subgrupos em uma mesma quiáltera.
Dentre os vários tipos existentes na música, são mais comuns de três (tercinas), cinco (quintinas) e seis notas (sextinas). As tercinas aparecem frequentemente em grupos de colcheias, mas também podem ser encontradas em semínimas. As sextinas, mais populares, e as quiálteras são normalmente empregadas em semicolcheias. Há também quiálteras de nove notas em grupos de fusas. 




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 RITMOS



Após estudar os princípios básicos de teoria musical, o músico desenvolve mais fluência na leitura de partituras com uma receita simples: escutar e tocar incessantemente ritmos musicais variados. Sempre com o uso do metrônomo, comece em andamentos mais lentos até adquirir segurança e aumentar a velocidade gradualmente.
Nas páginas seguintes, estão exemplos de oito ritmos diferentes. Pratique-os para assimilar a execução do instrumento em diferentes células rítmicas e, deste modo, ampliar o leque de conhecimento nos estudos do contrabaixo.


ROCK


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É muito difícil resumir tudo o que o gênero engloba em poucas linhas. Afinal, são inúmeras, e diferentes entre si, as vertentes existentes na música atual:
progressivo, rock and roll, hardcore, heavy metal... Mais difícil ainda é escolher quem citar como baixista a ser intensamente ouvido e estudado: Steve Harris, Geddy Lee, John Myung, Paul McCartney, Flea, Geezer Butler etc. Uma coisa, entretanto, todos estas subdivisões têm em comum:
a pegada inconfundível. As mãos são extremamente requisitadas, seja em termos de força ou de velocidade.
No rock, as linhas de baixo são na maioria construídas com colcheias e semicolcheias. O exemplo ao lado, feito na tonalidade de Gm, exige precisão nas notas rápidas. Atenção às frases da segunda parte do exercício. 


BLUES
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A cadência do blues, gênero derivado da antiga música das igrejas norte-americanas, é chamada de “plagal”. Também recebe o nome de subdominante, já que é baseada nas fórmulas IV/! — ocasionalmente, encontra-se também o V7 — ou, como é bastante usual, IV7/l7, com a adição da extensão da sétima nestes acordes. As linhas de contrabaixo costumam usar escalas pentatônicas e cromatismos de passagem.
Formado por 12 compassos, este exemplo é um tradicional (modelo, conhecido como “twelve-bar blues”), de estrutura harmônica do gênero. A colocação dos acordes primários obedece a uma sequência lógica: o I7 recebe o maior acento; o IV7, por sua vez, é cadenciado. Para que haja uma variante durante a repetição do primeiro verso, o IV7 é usado na cadência para o l7. A linha final do verso fica com a cadência dominante do 10° para o 11° e 12° compassos. 


FUNK
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Nesse estilo, talvez o mais importante seja a precisão das notas, em razão do grande número de pausas normalmente utilizadas. É sempre necessário buscar sincronia junto ao beat, especificamente ao bumbo da bateria, para que o groove seja bem pulsante.
Este exemplo de funk contém vários sinais muito comuns em levadas do estilo. A cabeça do compasso, por exemplo, traz uma semínima com staccato. Mais à frente, uma ligadura desloca o acento do tempo forte do quarto compasso para o fraco do terceiro — este recurso é conhecido como síncopa.
Alguns baixistas de funk altamente recomendados são Bernard Odum, Bootsy Collins, Fred Thomas, Larry Graham, Melvin Dunlap, George Porter, Francis “Rocco” Prestia, Verdine White, James Alexander, Robert Kool” Bell, Marshall “Rock” Jones e Louis Johnson. 


JAZZ
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O jazz se notabiliza por seu rico e complexo conteúdo harmônico, tanto nas progressões, com muitos empréstimos e caminhos variados, quanto na estrutura dos acordes, repletos de dissonâncias com alto grau de requinte.
Baixistas acústicos como Ray Brown, Charles Mingus, Jimmy Blanton e Ron Carter são importantes representantes do jazz clássico. Da vertente mais moderna do gênero, John Patitucci, Alain Caron, Gary Willis e Jeff Andrews, influenciados por estilos como funk, soul e rock, se tornaram ícones do fusion.
O baixo desenvolve suas levadas por meio dos famosos walking bass (linhas melódicas que dão a sensação de que o instrumento está “flutuando” pela música), usando as próprias notas do acorde, as tensões e muitos cromatismos como passagens.
No exemplo ao lado, temos uma linha de baixo calcada nesta técnica. A tonalidade é de Gm.

SALSA
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Quando tocamos música latina, precisamos redobrar a atenção com a leitura, pois ritmos altamente dançantes como a salsa, o merengue, o mambo e a rumba exigem muita precisão e suingue. Em geral, as linhas de baixo apresentam muitas notas ligadas, visando reforçar a pulsação do groove. Tal característica fica explícita no exemplo ao lado, idealizado na tonalidade de Em.
Alguns dos artistas mais importantes da história da salsa são Ray Barreto, Wille Colon, Bobby Cruz e Pete “El Conde” Rodriguez. Dentre os baixistas, destacam-se nomes como Manny Patiño e Jorge Moreno.



SAMBA
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O samba é o ritmo que mais representa a música brasileira no Exterior. Tem como características marcantes a rica sonoridade percussiva e a diversidade de variações e subdivisões. Neste ritmo, a grande maioria das composições é teita em 2/4, com fortes acentuações na cabeça do segundo tempo de cada compasso.
O baixo tem um papel muito importante no samba, pois age como elo de ligação entre os instrumentos de percussão (principalmente, o surdo) e os de cordas, como o cavaquinho e o violão. Músicos como Luizão Maia, Bororó e Wilson Prateado são referências absolutas do instrumento no gênero.
Em relação à harmonia, é comum a utilização das quintas mais graves (quarta abaixo), que propiciam de maneira notável a sensação de condução simultânea com o surdo. É o que mostra exemplo, composto na tonalidade de Dm.