Aula de Baixo


Tocar com os Dedos ou Palheta




 Aula de Baixo Tocar Com os Dedos - "Pizzicato"




Começando a aula de baixo sobre pizzicato é a primeira técnica utilizada no baixo elétrico. Consiste em tocar com o dedo da mão direita, tocar as cordas com os dedos da mão direita (esquerda para os canhotos), usando, a principio, os dedos indicador e médio. 


Origem



A técnica surgiu no inicio do século 17 e era utilizada nas orquestras apenas em algumas passagens, atuando como um efeito alternativo ao arco, devido à sua característica percussiva. Passou a ser usada de maneira diferente no contrabaixo acústico, que fazia o papel antes ocupado pela tuba - durante o período do swing e do bebop, na primeira metade do século 20. Sem amplificadores e usando cordas de tripa, os baixistas tinham que tocar com muita energia para serem ouvidos nas big bands ao lado de vários instrumentos de sopro, piano, bateria, etc. Com o surgimento do baixo elétrico, houve a necessidade de se criar um novo sistema de execução que pudesse se adaptar ao novo instrumento. No inicio, usou-se apenas o polegar para tocar as cordas, sendo que os demais dedos ficavam apoiados em uma pequena peça colocada na parte inferior do corpo chamada finger rest. Posteriormente, com o surgimento de uma nova geração de músicos (Stanley Clarke por exemplo), passou-se a usar a técnica similar a usada no “gigante”, ou seja, o polegar passou a ser apoiado sobre o captador. 

Como Tocar?



O pizzicato tradicional é feito com os dedos indicador (i) e médio (m). O ideal é sempre alterná-los, permitindo maior agilidade e um som mais uniforme. Procure apoiar o polegar no captador, ou na corda acima da qual você está tocando. O exemplo 1 mostra quatro maneiras diferentes de exercitar a mão direita, abafando as cordas com a mão esquerda. O exemplo 2 é uma levada simples em colcheias (duas notas por tempo), muito utilizada em rock e blues. 
Um artifício recente é a técnico de três dedos, que consiste em acrescentar o dedo anelar (a) ao pizzicato, criando um leque maior de possibilidades nas combinações dos dedos  as sequências mais utilizadas são a/m/i, i/m/a e a/m/i/m. Os exemplos 3 e 4 apresentam levadas e frases com esta técnica. 


DICA : Pizzicato Alternativo Clique aqui

Exercício de Pizzicato 

Tocar com Palheta


Como o próprio nome já diz, trata-se de usar um artefato para tocar as cordas do instrumento, conforme ilustrado na foto A 


Origem


Confeccionadas em osso, os primeiros registros apontam para o uso da palheta na execução de quase todos os tipos de instrumentos antigos (alaúde, citara, etc). No baixo elétrico, a palheta é considerada um recurso adicional, ao contrário da guitarra. 


Como Tocar ? 



No exemplo 1 ternos um trecho de “Dança dos Dedos”, de autoria de WilIy Verdaguer. As quatro primeiras notas devem ser tocadas com palhetadas alternadas, de baixo (foto 5) para cima (foto C) (primeira nota – up, segunda - down; terceira - up; quarta - down), mas a quinta nota, que salta da 3ª para a 2ª corda, também deve ser tocada em down, assim como a anterior, seguindo de modo alternado. Você verá que quando o groove recomeçar, a palheta irá automaticamente para cima (up). Resolvendo a passagem da 4ª para a 5ª nota, a técnica flui naturalmente. 
No exemplo 2 temos uma poderosa levada de ”Heart of Sunrise”, do Yes, na qual a palheta é fundamental para a sonoridade forte e contínua de todas as notas, e para a velocidade exigida. As primeiras 11 notas são tocadas alternadamente (down e up) até o Lá bemol (11ª), quando então está e as próximas seis notas são tocadas para em down, para dar a mesma intensidade e uniformidade. Já na cabeça do segundo compasso, a técnica se repete: 11 notas alternadas e seis para baixo. Repita o processo no terceiro e quarto compassos. 
O exemplo 3 traz a complexa levada de “Amor” dos Secos & Molhados. As três primeiras notas são tocadas alternadamente (down/up/down). O segundo grupo de três notas é igual, mas a sétima nota (Mi) é tocada como a sexta (down) em mudança de corda. Depois, segue alternada, chegando ao Dó da 1ª corda no down e voltando na descendente, alternadamente, passando pela cabeça do terceiro compasso. Da 3ª para a 4ª nota deste compasso, temos a mesma situação do começo. De Si bemol para Ré, muda-se de corda, toca-se as duas notas para baixo (down) e segue até o Final alternadamente. Isso acontece por causa da velocidade do groove.